Cão da Montanha de Berna

Cão da Montanha de Berna

O Cão da Montanha de Berna (ou Berner Sennenhund, em alemão) descende provavelmente do Molosso da antiga Roma que acompanhou os romanos na sua diáspora pelo mundo, há mais de 2000 anos. Muitos autores crêem que quando César invadiu a Suíça, estes cães foram utilizados na guarda e no pastoreio. São-lhe também reconhecidas similitudes com o Rottweiller, São Bernardo e Terranova, sem que haja uma certeza se (e quando) esse cruzamento foi efectuado.

É através de representações suas na pintura do final do séc.XVIII que se torna seguro afirmar que estes cães participaram nas mais diversas tarefas: trabalharam como pastores e guardiões dos rebanhos, puxavam as carroças de leite que subiam as montanhas suíças. Eram, sobretudo, uma companhia obediente a corajosa dos pastores alpinos. Contudo, foi ainda neste século que o perigo de extinção ameaçou esta espécie, não fosse o programa de reabilitação implementado pelo Professor Albert Heim ter conseguido inverter esta situação.

As duas primeiras décadas do séc. XX revelam-se particularmente felizes para esta raça. Entre 1902 e 1907, o Cão da Montanha de Berna estreou-se nas exposições de canídeos e, em 1907, é fundado o “Schweizerische Dürrbach-Klub", o primeiro clube suíço que pretendeu preservar a criação da raça pura.

Em 1926, estes cães começam a ser importados para os EUA pela iniciativa de Isaac Scheiss mas, só em 1937, é que a raça é reconhecida pelo Kennell Club americano. Desde então, tem apaixonado criadores por todo o mundo, existindo inúmeros clubes que a protegem (Quebeque, Canadá, Reino Unido, EUA, entre outros.

Nos EUA e na Grã-Bretanha participa frequentes vezes em exposições de canídeos, sendo que neste último país participa também em eventos de caridade. 

Temperamento

Estes cães possuem um temperamento dócil, afectuoso e gentil. São uma companhia óptima para as crianças, pois são pacientes e pouco agressivos. Revelam ser cães de guarda notáveis devido à sua postura atenta e calma. Ao contrário de outras raças, não reagem mal a presenças estranhas.

Mesmo assim, é aconselhável que, durante o seu crescimento, o seu dono acompanhe a formação do seu carácter, já que este cão em adulto atingirá dimensões consideráveis e não vale a pena correr riscos desnecessários. Ensiná-lo a ser obediente e inseri-lo na família, só o irão tornar mais seguro. 

Descrição

Este cão tricolor é dotado com uma sólida estrutura e possui uma força admirável. A sua pelagem longa e brilhante, é preta azeviche com marcas castanho-avermelhadas nas bochechas, nos olhos, patas e peito.

A altura na cernelha atinge, nos machos, os 70 cm e, nas fêmeas, os 66 cm, e o peso pode atingir os 50 Kg. A cabeça, o peito, a cauda e as patas podem por vezes tingir-se com manchas brancas. O crânio é ligeiramente achatado e a cabeça é proporcional ao corpo, com um chanfro bem definido. Os olhos são amendoados, castanhos-escuros e, as orelhas de inserção alta são triangulares e de tamanho médio. O tronco é harmonioso, dotado com um dorso firme e um peito largo. Os membros são compactos, musculosos e as patas são ligeiramente curtas. 

Observações

Esta raça tem uma esperança média de vida de 6 a 8 anos e é algo propensa a desenvolver displasia da anca e cancro, por isso convém que sejam devidamente acompanhados.

Necessitam de praticar exercício físico regularmente e de uma escovagem diária.

Não são cães recomendáveis para viver em espaço menos amplos. O ideal será que vivam fora de casa, de preferência com acesso a sombras, já que preferem climas frios